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LACERAÇÃO DE CÓRNEA EM 180º E PROLAPSO DE ÍRIS TRAUMÁTICO SECUNDÁRIO EM EQUINO.
O Visão Animal- Centro de Oftalmologia Veterinário em conjunto com a equipe do EQÜIVET, superou outro desafio cirúrgico. Uma égua atleta de Polo, sofreu uma laceração em aproximadamente 180º da circunferência da córnea e prolapso de íris secundário. Para a recuperação da câmara anterior foi empregado viscoelástico e foi necessária a realização de uma vitrectomia anterior, seguidamente a íris foi recolocada a pupila restituída e a laceração suturada.
O Visão Animal agradece o apoio fundamental da equipe do EQÜIVET !
Edema de córnea
Para a córnea ser transparente, necessita dentre outros fatores estar desidratada (deturgescência), para isto, as camadas mais externa (epitélio) e a mais interna (endotélio) da córnea precisam estar integras. Alterações nestas estruturas decorrentes de traumas, inflamação, malformações, entre outros, permitem que água presente no filme lacrimal ou no humor aquoso penetrem no estroma corneal (camada interna da córnea) hidratando esta estrutura, este processo causa uma aparência opaca ou azulada da córnea. Este processo de hidratação da córnea denomina-se edema de córnea e é um sinal clínico de doença ocular.
Distiquíase.
Na borda palpebral estão localizadas as glândulas de Meibômio, as quais produzem parte da gordura que forma juto com água e o muco constituem o filme pré-corneal ou lagrimal. Quando folículos pilosos se formam nestas glândulas, os cílios projetam-se através dos seus ductos podendo entrar em contato direto com a córnea provocando desde irritação constante até a formação de úlceras. Existem diversas técnicas para o tratamento da distiquíase, a escolha, depende na maioria dos casos da gravidade do quadro e da experiência e domínio que tenha o cirurgião das diferentes técnicas. Nos casos onde houver lesões corneais secundárias, estas devem ser tratadas de forma concomitante. Úlceras de córnea profundas (tratamento).
Na grande maioria dos casos a abordagem clínica (colírios e pomadas) numa úlcera de córnea classificada como profunda não é a melhor alternativa. Por questões particulares do processo de cicatrização corneal existe uma maior tendencia ao aprofundamento da lesão do que a sua cicatrização, motivo pelo qual, a utilização de alguma das diferentes técnicas cirúrgicas para a reparação corneal torna-se a melhor opção. Dentre as técnicas que podem ser empregadas destacam-se a fixação de um pedículo conjuntival, o enxerto de membranas biológicas e a transposição córneo escleral. Estas técnicas tem como objetivo promover a reestruturação da córnea mediante o aporte trófico (sangue) e/ou estrutural (tecido) à lesão promovendo assim uma rápida cicatrização.
Glaucoma canino!
O glaucoma é uma afecção caracterizada pelo aumento da pressão intra-ocular. Esta pressão deteriora algumas importantes estruturas causando a cegueira. Existem diferentes tipos de glaucoma (glaucoma agudo, crônico, congênito e secundário), por isso, às vezes, se fala também em glaucomas no plural. A terapia tardia ou inadequada desta afecção pode resultar em cegueira rápida e irreversível e num olho doloroso e esteticamente inaceitável. A realização da gonioscopia e outros exames auxiliam na identificação da predisposição de um animal em apresentar esta afecção, o que permite tomar as devidas precauções, com o intuito de diminuir o risco do aparecimento desta afecção.
Correção estrabismo pós-traumático (proptose).
Estrabismo divergente bilateral secundário a mucocele dos seios frontais.
Em muitos casos sinais oculares são decorrentes de doenças que cursam de forma paralela. Neste caso específico, os olhos do animal se encontravam com estrabismo divergente restritivo (olhos direcionados para os lados e que não se movimentam na direção contrária), alem de uma neoformação frontal que não tinha respondido a diferentes tratamentos realizados por alguns colegas. O diagnóstico por nós realizado foi de exotropia bilateral secundária a mucocele dos seios frontais (o acúmulo da secreção nos seios frontais causava a exotropia).
O tratamento nestes casos baseia-se na retirada completa da lesão e da retirada da mucosa sinusal.

Qualittas
Estamos aqui em São José do Rio Preto ministrando o módulo de Oftalmologia (óbvio) do curso de Clinica Médica e Cirúrgica.
Tratamento ocular, cuidados importantes!
Alguns cuidados devem ser tomados quando se realiza um tratamento para que seus efeito sejam os mais favoráveis. Dentre estes cuidados podemos destacar:
- A limpeza da região antes de um novo horário de aplicação
- A remoção dos pelos da região peri-ocular se estes forem longos
- Verificar a data de validade do produto
- Verificar a recomendação do fabricante do produto com relação à necessidade de manter o produto refrigerado ou não
- Não se recomenda que os envases dos medicamentos utilizados (colírios, pomadas, gel, etc.) entrem em contato direto com o olho ou algum de seus anexos (pálpebras, conjuntiva, etc.)
- Obedecer as recomendações do Veterinário com relação a utilizar colírios ou pomadas ou gel (as diferentes apresentações de um único fármaco podem ter efeitos diferentes e até opostos)
- Respeitar a posologia (numero de vezes e quantidade do fármaco a ser aplicado)
- Não empregar algum medicamento por conta própria (efeitos colaterais)
- Não interromper o tratamento sem autorização do veterinário
- Observar possíveis efeitos indesejados como irritação constante, dor e desconforto após a medicação
-Em alguns casos o colar elisabetano é primordial para o exito do tratamento
- A limpeza da região antes de um novo horário de aplicação
- A remoção dos pelos da região peri-ocular se estes forem longos
- Verificar a data de validade do produto
- Verificar a recomendação do fabricante do produto com relação à necessidade de manter o produto refrigerado ou não
- Não se recomenda que os envases dos medicamentos utilizados (colírios, pomadas, gel, etc.) entrem em contato direto com o olho ou algum de seus anexos (pálpebras, conjuntiva, etc.)
- Obedecer as recomendações do Veterinário com relação a utilizar colírios ou pomadas ou gel (as diferentes apresentações de um único fármaco podem ter efeitos diferentes e até opostos)
- Respeitar a posologia (numero de vezes e quantidade do fármaco a ser aplicado)
- Não empregar algum medicamento por conta própria (efeitos colaterais)
- Não interromper o tratamento sem autorização do veterinário
- Observar possíveis efeitos indesejados como irritação constante, dor e desconforto após a medicação
-Em alguns casos o colar elisabetano é primordial para o exito do tratamento
Nestas fotografias pode ser observado o que pode acontecer quando não são levados em consideração os cuidados básicos ao realizar o tratamento de uma afecção ocular. Neste caso o proprietário medicava constantemente sem realizar a limpeza correspondente antes de uma nova aplicação. Após retirar esse "grude" de medicamentos, secreções e pelo, observou-se lesões palpebrais secundárias além de outros danos oculares decorrentes do tratamento realizado de forma precária.
Abscesso ocular em cobra
As cobras não possuem pálpebras que protejam seus olhos, para esta função existe a denominada escama ocular. Esta estrutura é trocada junto com o resto da pele destes animais na época da ecdise (mudança da pele). Nos casos onde por algum motivo a escama ocular persiste após a ecdise, pode acontecer o acúmulo de secreção purulenta sob esta escama. Este acúmulo pode decorrer em danos graves ao bulbo do olho e em alguns casos causa a perda desta estrutura. O tratamento baseia-se na retirada cirúrgica desta escama persistente, na retirada do material purulento, no controle das alterações oculares secundárias e no controle local e sistêmico da infecção. No Visão Animal além de tratar dos pets, trabalhamos com espécies exóticas, equinos e animais de produção. Gonioscopia e glaucoma
A Gonioscopia é um exame que utiliza uma lente especial para o estudo do ângulo da câmara anterior do olho, onde é realizada a drenagem do humor aquoso (líquido que preenche a câmara anterior). Alterações primárias (anatômicas) ou secundárias (pós-inflamatórias ou traumáticas), podem dificultar a drenagem do humor aquoso, processo que decorre no aumento da pressão intra-ocular. Este aumento da pressão intra-ocular promove danos irreversíveis em diferentes estruturas retinianas, que significam a perda progressiva da acuidade visual. Esta alteração da pressão intra-ocular em conjunto com outras alterações é denominada de Síndrome Glaucomatosa. A realização da gonioscopia pode identificar a predisposição de um animal em apresentar esta afecção, o que permite tomar as devidas precauções, com o intuito de diminuir o risco do aparecimento desta afecção. No Visão Animal este exame é realizado de forma rotineira.
Ceratectomia superficial
Este procedimento microcirúrgico caracteriza a retirada de lamelas das camadas anteriores da córnea (epitélio e estroma), sendo normalmente realizado com o intuito de devolver a transparência à córnea. Dentre as causas mais comuns desta perda da transparência elencam-se o acúmulo de pigmento (ceratite pigmentar), formação de cicatrizes, neoformações corneais, entre outros. Para a realização deste tipo de cirurgia com a qualidade necessária é fundamental a utilização de magnificação cirúrgica (microscópio cirúrgico ou lentes de magnificação), além de dominar a técnica a ser realizada. No Visão Animal contamos com microscópio cirúrgico com aumento de até 45X, lentes cirúrgicas com aumento de 6X (profissionais), além de vários anos de experiência na especialidade tanto na parte de cursos e estágios por nós realizados como nos cursos e palestras por nós ministrados.
Fotografia do momento da delimitação da região a ser ceratectomizada.
Fotografia do momento da realização da retirada de lamelas do estroma anterior.
Laceração palpebral.
Uma das funções mais importantes das pálpebras é a de participar ativamente da dinâmica de lubrificação ocular, mediante a produção do fator lipídico pelas glândulas de meibômio, que se encontram na margem palpebral livre e a de esparzir o filme lacrimal por toda a superfície da córnea mediante o movimento de piscar. Traumas lacerantes podem prejudicar em muito esta dinâmica decorrendo frequentemente no ressecamento corneal e em muitos dos casos causando úlceras de córnea. Por este motivo as lacerações palpebrais são consideradas emergências oftálmicas e devem ser reparadas o mais prontamente possível. Muitas são as técnicas de reparação dos defeitos palpebrais. No Visão Animal nos preocupamos por abordar este tipo de quadro sob o ponto de vista funcional (devolvendo a funcionalidade da pálpebra afetada) e sob o ponto de vista estético (aplicando técnicas de sutura e reconstituição plástica, para devolver o tamanho e a aparência que a pálpebra tinha antes da laceração).
Imagens do trans-operatório e do pós-operatório imediato da reconstrução cirúrgica "plastica" da pálpebra de cão da raça Pit bull após sofrer uma laceração.
Pós-operatório da blefaroplastia após 1 semana do procedimento.
Úlceras de córnea contaminadas
A contaminação de uma úlcera de córnea por fatores como bactérias, fungos ou vírus é de extrema importância, já que pode decorrer no óbito ocular funcional ou estrutural . Dentre os sinais clínicos observados elencam-se: alteração da coloração da córnea, mudanças nas bordas da úlcera, amolecimento estromal, dor intensa e diminuição da acuidade visual. A abordagem correta no momento indicado diminui muito a possibilidade do dano ocular grave.
Úlcera de córnea contaminada em olho de felino. Neste caso o animal estava sob tratamento (outro colega) para outro processo mórbido e no decorrer deste houve a contaminação. Neste caso em particular a enucleação do bulbo do olho foi necessária.
Hidro-órbita
A hidro-órbita caracteriza o acumulo de lágrima na cavidade orbitária após a realização da enucleação (retirada completa do bulbo do olho), este quadro decorre da persistência da glândula lacrimal da terceira pálpebra (na maioria dos casos) ou da glândula lacrimal principal. Como tratamento desta afecção deve ser realizado outro procedimento cirúrgico no qual sejam retiradas as glândulas lacrimais que ainda estejam na cavidade orbitária. Do caso contrário, são possíveis de acontecer a contaminação e posterior infecção da cavidade e o aparecimento de neoplasias nas glândulas lacrimais.
Paciente apresentado quadro de hidro-órbita após a realização da enucleação (paciente encaminhado). Observar o volume aumentado na região orbitária.
Instante em que é drenada a lágrima acumulada na cavidade orbitária.
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